O jornalista Willian Waack, em uma matéria sobre o assunto, relata que em uma rua de Zurique, bem perto do Centro, é visitada quatro vezes por dia por uma gente esquisita e mal vestida. O local é uma casa discreta, sem placa na porta. Lá dentro, essas pessoas recebem do computador sua ração diária de heroína. A máquina sabe e controla tudo: dados pessoais, a melhor dose, os hábitos de consumo e as passagens pela polícia da clientela. São todas mulheres, algumas acompanhadas por namorados, maridos ou até filhos. Olhos assustados, a maioria apática, elas formam uma pequena fila diante da tela do computador. A máquina não permite dose maior do que a recomendada pelo médico. Quem faltar num dia receberá no seguinte dose bem menor: o computador entende que se não veio foi porque não precisou da heroína.
A tese ganhou o apoio indireto de um seleto grupo de 93 empresários suíços — entre eles, presidentes de bancos, seguradoras e os donos dos principais jornais —, que subscreveram um apelo pedindo o fim da política repressiva em relação às drogas. O exemplo fez escola. Cidades como Frankfurt, Hamburgo e Vancouver começaram a distribuir agulhas para seringas e desinfetantes aos junkies, que dispõem ainda de lugares limpos e protegidos onde podem aplicar sob supervisão médica a droga obtida dos traficantes nas ruas. A polícia permanece a distância.
E todos afirmam que desde que adotaram essa postura, os arrombamentos de carros e roubos de lojas diminuíram bastante, além de doenças relacionadas ao consumo de drogas injetáveis.
Por aqui, esse tipo de sala foi instalada em cidades como Basel, Bern e Zurique.
Se quiser saber mais sobre o resultado da medida
Se quiser saber mais sobre o resultado da medida
Essa pra mim eh totalmente nova !
ResponderExcluirSou contra, eu hein !
AKopp